Que
Futuro para a nossa Memória?
Nas comemorações do 60º aniversário da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a Comissão Justiça e Paz de
São Paulo, como parceira, está organizando uma série de oficinas sobre o
tema de direitos humanos.
Tais eventos serão realizados de 15 a 18 de
agosto, sob a designação geral “Que futuro para a nossa memória?”,
incluindo apresentação multimídia sobre a luta dos direitos
humanos no mundo, oficinas abordando a questão da memória da
luta pela democracia na América Latina até o contexto atual, de violência,
apresentando propostas de mudança social para o país.
Memória de sua própria história, cuja origem
remonta à esperança de liberdade e emancipação que sucedeu ao final da II
Guerra Mundial; Memória do lugar acadêmico que construiu ao catalisar e
produzir idéias e propostas de grande impacto para o desenvolvimento
brasileiro; Memória da repressão de que foi alvo, por escancarar suas
portas à luta pela democracia no Brasil.
Memória, porém, que não se encerra nem se
esgota no passado, porque está chamada a nutrir práticas sociais que nos
ajudem a construir a nossa realidade democrática nascente, que toma como
referência a reflexão necessária sobre as formas de violência atual, seus
discursos, significados e efeitos traumáticos. Memória, enfim, que nos
projeta ao futuro, já que tanto do ponto de vista da evolução humana como
do desenvolvimento social, a avaliação e a consolidação da Memória são
imprescindíveis para a nossa superação e realização contínuas.
|