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18/08/2008
Beatificação da serva de Deus, Irmã Emilie de
Villeneuve

Irmã Emilie de Villeneuve é fundadora da Congregação de Nossa Senhora da
Imaculada
Conceição de Castres,
nascida em Toulouse, França.
Biografia
Carta de Dom Odilo à
Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria
Biografia
Em 1811, em Toulouse, sul da França, nasce a 9
de março Emilie de Villeneuve. Terceira filha dos Marqueses de Villeneuve,
Emilie teve uma infância cercada de comodidades no Castelo de Hauterive, onde
cresceu feliz. Recebeu uma educação baseada no Cristianismo e nos valores da
época, foi educada na rigidez e na caridade para com os pobres.
Com a morte de sua mãe, aos 14 anos, deixou o Castelo e foi para Toulouse
morar com sua avó. Nesta época, já adolescente, Emilie entrou em contato com a
alta sociedade, com suas festas e reuniões e comodidades de sua classe social.
Teve também oportunidade de conversar com pessoas piedosas, orientadores
espirituais, devorava livros, refletia, sentia-se inquieta.
Mais tarde, com a morte de uma irmã e o
casamento da outra, Emilie voltou para o Castelo de Hauterive. Ajudava seu pai
na administração do Castelo e da fábrica de tecelagem. Era uma mulher lúcida,
crítica, empreendedora que se destacava das mulheres de sua época onde o mundo
familiar, cultural, científico, eclesial era dominado pelo poder patriarcal.
Em
1811, em Toulouse, sul da França, nasce a 9 de março Emilie de Villeneuve.
Terceira filha dos Marqueses de Villeneuve, Emilie teve uma infância cercada de
comodidades no Castelo de Hauterive, onde cresceu feliz. Recebeu uma educação
baseada no Cristianismo e nos valores da época, foi educada na rigidez e na
caridade para com os pobres.
Com a
morte de sua mãe, aos 14 anos, deixou o Castelo e foi para Toulouse morar com
sua avó. Nesta época, já adolescente, Emilie entrou em contato com a alta
sociedade, com suas festas e reuniões e comodidades de sua classe social. Teve
também oportunidade de conversar com pessoas piedosas, orientadores espirituais,
devorava livros, refletia, sentia-se inquieta.
Mais
tarde, com a morte de uma irmã e o casamento da outra, Emilie voltou para o
Castelo de Hauterive. Ajudava seu pai na administração do Castelo e da fábrica
de tecelagem. Era uma mulher lúcida, crítica, empreendedora que se destacava das
mulheres de sua época onde o mundo familiar, cultural, científico, eclesial era
dominado pelo poder patriarcal.
Desde
cedo, já na paróquia de Hauterive, Emilie, procurava passar os valores cristãos
que recebeu de sua família através da catequese das crianças e adolescentes de
seu vilarejo, ensinava-lhes ler e escrever.
Por todos os lados vêem-se as
marcas da industrialização: exploração da classe operária nas fábricas,
migrantes vindos da zona rural para as cidades em busca de trabalho, famílias
vivendo à margem da sociedade. Emilie sentia-se questionada por esta realidade
de pobreza de sua época que tinha como conseqüência: crianças e adolescentes
abandonadas, analfabetas, exploradas, idosos, doentes, presidiários/as, mulheres
prostituídas. Para ela, não bastava fazer caridade, queria dedicar sua vida.
Queria deixar tudo por eles: riqueza, festas luxuosas, e até seu próprio pai,
apesar da dor que isto lhe traria.
A paixão pelo Reino tornou-se
tão forte em Emilie que concretizou-a num projeto cujas dimensões ela não
poderia imaginar.
Em 8 de dezembro de 1836, algo
novo estava nascendo para Emilie. Depois de pensar muito, de fazer um
discernimento com seus orientadores espirituais e sua amiga Coraly de Gaïx,
Emilie com mais duas companheiras iniciam a Congregação das irmãs de Nossa
Senhora da Imaculada Conceição. Tudo começou na cidade de Castres, sul da França
com uma pequena oficina de costura e formação para jovens adolescentes a fim de
preservá-las da prostituição.
Emilie tinha um coração
grande, uma paixão pela vida, uma fé inabalável em Deus Só e um grande ardor
missionário. Em 1948 envia suas primeiras missionárias em terras africanas.
Apesar de morrer jovem, em 1854, aos 43 anos de idade, vítima de uma epidemia de
cólera, fez com que o novo azul despontasse.
Carta de Dom Odilo à
Congregação de Nossa senhora da Imaculada Conceição
de Castres
Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
São Paulo, 13 de agosto de 2008.
Recebi com alegria e agradeço a comunicação de
aprovação referente à beatificação da serva de Deus, Irmã Emilie de
Villeneuve, fundadora da Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição
de Castres, nascida em Toulouse, França.
Quero apresentar meus sinceros cumprimentos e
congratulações por este momento tão bonito na sua Congregação e na Igreja, pois
os santos edificam a vida e a fé de todos batizados e os impulsionam cada vez
mais a seguires os passos de Jesus.
A Arquidiocese de São Paulo se une à alegria da
Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres.
Que Deus ilumine a todas as irmãs da Congregação em
sua missão e lhes conceda pela intercessão da serva de Deus, Emilie de
Villeneuve, um trabalho apostólico cheio de esperança.
Votos de todo bem e de bênçãos abundantes.
+ Dom Odilo Pedro Scherer
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