• SÃO PAULO • 16 DE março DE 2008 • ANO 32 • A • Nº 20 •
DOMINGO DE RAMOS
Anim. Irmãos e irmãs, iniciamos a Semana Santa, que converge para o Tríduo Pascal, o qual comemora a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo. Por isso, esta semana constitui um momento forte de oração, solidariedade e compromisso com a vida. Pela sagrada Liturgia, percorremos com Jesus os eventos que consumam sua obra na terra. A bênção e a procissão de Ramos, que agora iniciamos, faz memória da entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa, imagem da Nova Jerusalém que acolhe o seu Senhor com júbilo. Participemos deste rito solene e, depois, mergulhemos no mistério da Paixão.
Músicas: Hinário Litúrgico 2
CD - XIII da Paulus
1. Abertura (Fx 14) HL2p.150
Solo: Hosana ao Filho de Davi!
Ass.: Hosana ao Filho de Davi!
1. Bendito o que vem em nome do Senhor!
2. Rei de Israel, hosana nas alturas!
2. SAUDAÇÃO
P. Em nome do Pai ...
T. Amém.
P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
P. Meus irmãos e irmãs, durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.
3. Benção dos Ramos
P. Deus eterno e todo-poderoso, abençoai V estes ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por ele à eterna Jerusalém. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
(Aquele que preside asperge os ramos em silêncio. Toma um ramo grande e bonito e o prende à haste da cruz processional.)
4. EVANGELHO (Mt 21,1-11)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo,
1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém
e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.
Então Jesus enviou dois discípulos,
2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente,
e logo encontrareis uma jumenta amarrada,
e com ela um jumentinho.
Desamarrai-a e trazei-os a mim!
3Se alguém vos disser alguma coisa, direis:
‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”.
4Isso aconteceu para se cumprir
o que foi dito pelo profeta:
5”Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,
manso e montado num jumento,
num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram
e fizeram como Jesus lhes havia mandado.
7Trouxeram a jumenta e o jumentinho
e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.
8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,
enquanto outros cortavam ramos das árvores,
e os espalhavam pelo caminho.
9As multidões que iam na frente de Jesus
e os que o seguiam, gritavam:
“Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana no mais alto dos céus!”
10Quando Jesus entrou em Jerusalém
a cidade inteira se agitou, e diziam:
“Quem é este homem?”
E as multidões respondiam:
“Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”.
- Palavra da Salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
5. Procissão
P. Irmãos e irmãs, assim como fez o povo que aclamou Jesus, comecemos, com alegria, nossa procissão.
6.Cantos de Procissão
(HL2p.26 Fx 16)
Os filhos dos hebreus, * com ramos de palmeira, * correram ao encontro * de Jesus, nosso Senhor, * /:Cantando e gritando: * “Hosana, ó Salvador!”:/
1. O mundo * e tudo que tem nele é de Deus, * a terra e os que aí vivem, todos seus! * Foi Deus * que a terra construiu por sobre os mares, * no fundo do oceano, seus pilares!
2. Quem vai * morar no templo de sua Cidade?... * Quem pensa e vive longe das vaidades! * Pois Deus, * o Salvador o abençoará, * no julgamento o defenderá!
3. Assim, * são todos os que prestam culto a Deus * que adoram o Senhor, Deus dos hebreus! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!
4. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus, forte Senhor da nossa história! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!
5. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus que tudo pode, é o Rei da glória! * Aos Três, * ao Pai, ao Filho e ao Confortador * da Igreja que caminha com louvor!
II Canto CO 190
Hosana hey! Hosana há! * Hosana hey! hosana hey! hosana há!
1. Ele é o Santo, é o Filho de Maria, * é o Deus de Israel, é o Filho de Davi!
2. Vamos a ele com as flores dos trigais, * com os ramos de oliveiras, * com alegria e muita paz.
7. Oração
P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua Paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por N.S.J.C.
T. Amém.
Anim. Somos convocados, por meio das leituras que seguem, a celebrar a Paixão de Jesus, pela qual se realizou a figura profética do Servo Sofredor que, de forma redentora, assumiu o sofrimento alheio. Ele é o Cristo, que se esvaziou de si mesmo e tomou a condição humana, para se tornar um de nós e nos elevar até Deus.
8. PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)
Leitura do Livro do Profeta Isaías
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem
e as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
- Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus!
9. SALMO RESPONSORIAL Sl 21(22)
(fx 12 H2, p. 62/63)
Ó meu Deus e Pai, por que me abandonastes, * clamo a vós e não me ouvis?
1. Riem de mim todos aqueles que me vêem, * torcem os lábios e sacodem a cabeça: * ao Senhor se confiou, ele o liberte * e agora o salve, se é verdade que ele o ama!
2. Cães numerosos me rodeiam furiosos * e por um bando de malvados fui cercado. * Transpassaram minhas mãos e os meus pés * e eu posso contar todos os meus ossos.
3. Eles repartem entre si as minhas vestes * e sorteiam entre eles minha túnica. * Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, * ó minha força, vinde logo em meu socorro!
4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos * e no meio da assembléia hei de louvar-vos! * Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, * glorificai-o, descendentes de Jacó!
10. SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11)
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
6Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
7mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
8humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o nome que está acima de todo nome.
10Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
11e toda língua proclame:
“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
-Graças a Deus.
11. ACLAMAÇÃO (H2 p. 189 Fx 17)
Salve, ó Cristo obediente! * Salve, amor onipotente, * que te entregou à cruz * e te recebeu na luz!
1. O Cristo obedeceu até a morte, * humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, * humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, * humilhou-se e obedeceu até a cruz.
2. Por isso o Pai do céu o exaltou, * exaltou-o e lhe deu um grande nome, * exaltou-o e lhe deu poder e glória, * diante dele céus e terra se ajoelhem!
12. Anúncio da Paixão (Mt 27,11-54)
P. Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus.
L1. Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
L2: Tu és o rei dos judeus?
L1: Jesus declarou:
P: É como dizes,
L1: 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
L2: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?
L1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
L2: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo? L1: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
L2: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.
L1: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
L2: Qual dos dois quereis que eu solte? L1: Eles gritaram:
T: Barrabás.
L1: 22Pilatos perguntou:
L2: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?
L1: Todos gritaram:
T: Seja crucificado!
L1: 23Pilatos falou:
L2: Mas, que mal ele fez?
L1: Eles, porém, gritaram com mais força:
T: Seja crucificado!
L1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
L2: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!
L1: 25O povo todo respondeu:
T: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.
L1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
T: Salve, rei dos judeus!
L1: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos Judeus”. 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
T: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
L1: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:
T: 42A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.
L1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
P: Eli, Eli, lamá sabactâni?,
L1: que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
T: Ele está chamando Elias!
L1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:
T: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!
L1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
(Todos se ajoelham em silêncio.)
L1: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na cidade santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
T: Ele era mesmo Filho de Deus!
P. Palavra da salvação.
T. Glória a vós, Senhor.
13. PROFISSÃO DE FÉ
P. Creio em Deus Pai todo-poderoso,
T. Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.
14. ORAÇÃO DOS FIÉIS
P. Irmãos e irmãs, depois de ouvirmos o relato da Paixão do Senhor, supliquemos com fé:
T. Pela Cruz de Cristo, salvai-nos, Senhor.
1. Pai de amor, que esta Semana Santa nos ajude a tomar consciência do pecado e a buscar a sincera conversão, tornando-nos mais responsáveis pela vida.
2. Que a Cruz de Cristo nos inflame de amor e nos impulsione para atos de solidariedade que signifiquem uma contínua escolha pela vida.
3. Que a Campanha da Fraternidade aprofunde o nosso compromisso com a vida, e que a coleta desta Missa seja um sinal deste compromisso.
(Outras preces da comunidade)
T. Pela Cruz de Cristo, salvai-nos, Senhor.
P. Ouvi, ó Senhor, as nossas preces, e que pelos dos méritos da Paixão do vosso Filho possamos alcançar a redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
15. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
(Fx 18 HL2p.169)
Ó morte, estás vencida * pelo Senhor da vida, * pelo Senhor da vida!
1. O Servo do Senhor * fez sua, nossa dor.
2. De Adão a triste sorte, * ao Cristo trouxe a morte.
3. Eis o Cordeiro mudo, * vazio está de tudo.
4. Amou a humilhação, * por ela a redenção.
5. Ao Filho e a ti, Senhora, * chegada é a hora.
6. A espada te feria, * pois, Mãe tu és, Maria.
7. Mãe nossa és também, * à nossa casa vem!
8. O Sangue no suplício, * selou o sacrifício.
16. ORAÇÃO Sobre as oferendas
P. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II
(Prefácio MR, p. 231)
P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Corações ao alto.
T. O nosso coração está em Deus.
P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
T. É nosso dever e nossa salvação.
P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:
T. Santo, Santo, Santo...
P. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.
T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!
P. Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Eis o mistério da fé!
T. Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!
P. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!
P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!
P. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo, e todos os bispos e ministros do vosso povo.
T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
P. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!
P. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.
T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!
P. Por Cristo, com Cristo...
T. Amém.
18. PAI NOSSO
19. CANTO DE COMUNHÃO
(Fx 13 HL2 p.142)
“Eu vim para que todos tenham vida, * que todos tenham vida plenamente”.
1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; * reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: * onde está o teu irmão, eu estou presente nele.
2. “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males” (Mc 7,37); * hoje és minha presença junto a todo sofredor: * onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.
3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos” (Jo 10,18); * re-constrói, protege a vida de indefesos e inocentes: * onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.
4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido”. (Lc 19,10) * Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança: * onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.
5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo” (Jo 6,51); * é presença e alimento nesta santa comunhão: * onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.
20. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO
P. Oremos (silêncio): Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
21. BÊNÇÃO E DESPEDIDA
22. CANTO FINAL (CO 156)
1. Tomaste nos ombros a cruz * seguindo o caminho da dor. * Tomamos também nossa cruz * e vamos contigo Senhor.
2. No dia supremo da dor * na hora em que ao Pai entregaste, * as culpas de todos os tempos * nos braços da cruz expiaste.