|
|
|
Palavra do Papa

Para o cristão, a cruz
não é uma opção
Publicamos a intervenção pronunciada por Bento 16
este domingo, ao meio-dia, quando presidiu à oração
mariana do Ângelus no pátio do palácio apostólico de
Castel Gandolfo. Refletindo sobre o mistério da cruz
o Papa afirma que “omo aconteceu com Cristo, também
para os cristãos carregar a cruz não é opcional, mas
uma missão que se tem de abraçar por amor”. Queridos
irmãos e irmãs: Também hoje, no Evangelho, aparece
em primeiro plano o apóstolo Pedro, ainda que no
domingo passado o tenhamos admirado por sua fé
franca em Jesus, a quem proclamou Messias e Filho de
Deus; desta vez, no episódio sucessivo, mostra uma
fé ainda imatura e demasiadamente ligada à “mentalidade
deste mundo” (Cf. Romanos 12, 2). De fato, quando
Jesus começa a falar abertamente do destino que o
espera em Jerusalém, isto é, que terá de sofrer
muito e ser assassinado para depois
ressuscitar, Pedro protesta, dizendo: “Longe de ti,
Senhor! De forma alguma te acontecerá isso!” (Mt
16,22). É evidente que o Mestre e o discípulo seguem
duas maneiras opostas de pensar. Pedro, segundo a
lógica humana, está convencido de que Deus não
permitira nunca a seu Filho terminar sua missão
morrendo a cruz. Jesus, pelo contrário, sabe
que o Pai, por causa do imenso amor pelos homens, o
enviou para dar a vida por eles e que, se isto
implica a paixão e a cruz, é justo que aconteça
assim. Por outro lado, ele sabe também que a última
palavra será a ressurreição. O protesto de Pedro,
apesar de ter sido pronunciado com boa fé e por amor
sincero ao Mestre, soa a Je- sus como uma tentação,
um convite a salvar a si mesmo, enquanto que, só se
perder sua vida, a receberá nova e eterna por todos
nós. Se para nos salvar o Filho de Deus teve de
sofrer e morrer crucificado, isso não é um desígnio
cruel do Pai celestial. A causa é a gravidade da
enfermidade da qual tinha que nos curar: um mal tão
sério e mortal que exige todo seu sangue. De fato,
com sua morte e ressurreição, Jesus derrotou o
pecado e a morte, restabelecendo o senhorio de Deus.
Mas a luta não terminou: o mal existe e resiste em
discítoda geração, também em nossos dias. Por acaso
os horrores da guerra, da violência contra os
inocentes, da miséria e da injustiça que se abatem
contra os fracos, não são a oposição do mal ao Reino
de Deus? E como responder a tanta maldade senão com
a força desarmada do amor que vence o ódio, da vida
que não tem medo da morte? É a mesma força
misteriosa que Jesus utilizou, ao custo de ser
incompreendido e abandonado por muitos dos seus.
Queridos irmãos e irmãs: para levar a pleno
cumprimento a obra de salvação, o Redentor
segueassociando a si e a sua missão homens e
mulheres dispostos a tomar a cruz e a segui-lo. Como
aconteceu com Cristo, também para os cristãos
carregar a cruz não é opcional, mas uma missão que
se tem de abraçar por amor. Em nosso mundo
atual, no qual parecem dominar as forças que dividem
e destroem, Cristo não deixa de propor a todos seu
convite claro: “quem quiser ser meu discípulo, negue
seu egoísmo e leve comigo a cruz”. Invoquemos a
ajuda da Virgem santa, que seguiu Jesus pelo caminho
da cruz em primeiro lugar e até o fim. Que ela os
ajude a seguir com decisão o Senhor para
experimentar já desde agora, apesar da provação, a
glória da ressurreição.
|
|
últimas notícias

DNJ 2008 tem
celebração dinâmica
na arquidiocese
Charge da Semana
por Gabriel de Souza


Tempo e Temperatura
|