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Centenário da Arquidiocese de São Paulo |
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Várias igrejas serviram de catedral provisória
Do Livro “Carmo Patrimônio da História, Arte e Fé”
Igreja do Carmo, demolida em 1926, foi primeira
catedral provisória A reunião
que decidiu sobre a construção da nova catedral de
São Paulo aconteceu no dia 25 de janeiro de 1912,
quase dois meses após dom Duarte Leopoldo e Silva
ter celebrado a última missa na velha catedral. A
celebração aconteceu no dia 8 de dezembro de 1911 e
pode-se imaginar o clima de emoção com que foi
realizada. O arcebispo, logo após a celebração, saiu
em procissão com o Santíssimo Sacramento para
levá-lo ao Convento do Carmo, que funcionaria como
catedral provisória. Os serviços do culto e a
Irmandade do Santíssimo Sacramento passaram a
funcionar na chamada Igreja da Boa Morte. No dia 11
de maio de 1912, começou a demolição da velha
catedral. Dois meses depois, foi celebrada missa
solene de lançamento da primeira pedra da nova. Foi
na tarde de 6 de julho de 1913 – um acontecimento
marcado pela emoção. O “Correio Paulistano”
registrou cada momento da celebração que mexeu com o
centro da cidade. Dizia o jornal que “as duas e meia
da tarde já se espremia no local uma multidão
considerável, onde se viam representantes de todas
as classes sociais, confraternizadas num misto de
religião e patriotismo”. Dom Duarte foi em procissão
da catedral provisória (a Igreja do Carmo) ao local
da construção, acompanhado do cabido, do clero, dos
seminaristas, das autoridades civis, e solenemente
abençoou a pedra fundamental. Logo após, dom
Sebastião Leme, bispo auxiliar do Rio de Janeiro,
fez um discurso de 25 minutos, considerado uma “peça
magistral”. Disse o orador: “São Paulo, centro de
cultura, de indústria, das artes e das letras, e
porque não dizê-lo também da religião! São Paulo,
senhores, não é com interesse regional que eu falo,
ponto convergente dos embaixadores do trabalho, que
de outras plagas aqui portam, com o seu progresso
concretizado as novas e belas construções, nos
monumentos do povo e do governo, devia por
certo concretizar também o seu patriotismo, as
suas tradições de fé no ais belo monumento do
Brasil inteiro!” Começava, então, o longo período de
construção. Dom Duarte, o primeiro arcebispo, dava
os passos iniciais. No ano de 1926, 13 anos após o
início das obras, o governo do Estado desapropriou o
convento e a Igreja do Carmo. A primeira catedral
provisória deixava de existir. No dia 23 de março
daquele ano, o Cabido, que se reunia na Igreja do
Carmo, recebeu um comunicado: a sala para as
reuniões capitulares (as reuniões dos cônegos) será
em uma das dependências da Igreja da Boa Morte, bem
como as missas capitulares na cripta da catedral em
construção. Isso mesmo! Já estava pronta a cripta da
nova catedral, e os cônegos já podiam e reunir nela.
como aconteceu com a velha catedral, que teve uma
última missa que encerrava suas atividades, a
primeira catedral provisória, a Igreja do Carmo,
também teve sua última missa solene, celebrada por
frei Canísio Mulderman, prior do convento que seria
destruído. A imagem de Nossa Senhora do Carmo foi
colocada em uma capela provisória na rua Martiniano
de Carvalho. A Igreja Santa Cecília teve a honra de
acolher o arcebispo para as celebrações da Semana
Santana durante quatro anos, de 1926 a 1930. Não há
registro, porém, que ela tenha sido declarada
catedral provisória. Provavelmente, o arcebispo
tenha preferido Santa Cecília por ser uma igreja
mais ampla. A catedral provisória continuava sendo
mesmo a Igreja da Boa Morte. Tanto que o livro do
tombo registra que no ano de 1930 a festa de Corpus
Christi oi celebrada nessa Igreja. Lá se lê
que “a solene procissão saiu da Igreja da Boa Morte,
servindo de catedral, às 14h”. Em 9 de julho de
1930, dom Duarte mudou a catedral provisória para a
Igreja Santa Ifigênia, transferindo para o mesmo
templo a sede do curato. Em 1954, como se sabe, a
nova catedral foi inaugurada às pressas, por conta
da celebração do quarto centenário da cidade de São
Paulo. A Igreja da Consolação foi também por algum
tempo “igreja-mãe” quando da reforma efetuada por
dom Cláudio Hummes, o sexto arcebispo, que concluiu
as obras da Catedral Metropolitana.
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