Dúvidas

Quero Ser padre, o que devo fazer?

O primeiro passo é ter uma conversa com o padre da paróquia que você participa. Após esse primeiro contato, você já terá algumas informações básicas. Estar engajado num trabalho pastoral na paróquia também ajuda no discernimento vocacional.

O segundo passo é procurar o promotor vocacional e conversar com ele sobre o desejo de ser padre. Ele ajudará e muito nessa etapa, pois é aqui que se inicia o acompanhamento vocacional.

Na Arquidiocese de São Paulo, existe o CVA – Centro Vocacional Arquidiocesano que auxilia no acompanhamento e discernimento dos candidatos ao Seminário. Há também um padre liberado, com dedicação exclusiva, para esse trabalho vocacional: Pe. Élio Vigo. Basta entrar em contato com o CVA pelo e-mail:cvasp@uol.com.br ou pessoalmente no seguinte endereço: rua Filipe de Oliveira, 36/6º andar (ao lado da Catedral da Sé) e agendar uma entrevista, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

O acompanhamento vocacional acontece da seguinte maneira: 1. Conversa com o padre da Paróquia que participa; 2. Entrevista com o promotor vocacional; 3. Conversa com o padre coordenador de PV na Região Episcopal e, 4. Entrevista com o reitor do Seminário. Este acompanhamento é feito no período de um ou dois anos em encontros na Região Episcopal e no chamado Encontro Arquidiocesano de Discernimento Vocacional Mensal que reúne os candidatos de todas as Regiões Episcopais. Após este período, o candidato participa de um retiro de aprofundamento vocacional no qual ele solicita seu ingresso no Seminário. Uma vez apriovado, o ingresso acontece após o candidato apresentar todos os documentos exigidos pelo CVA, os quais constarão junto à sua ficha de acompanhamento.

Há também o Plantão Vocacional na Catedral da Sé, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h, junto à Pia Batismal, à direita da porta central da Catedral. Venha conversar conosco!

Sobre a formação Presbiteral

Na página de apresentação do Diretório da formação presbiteral da Arquidiocese de São Paulo, Dom Cláudio escreveu: "Formar futuros presbíteros constitui uma das mais importantes atividades pastorais da Igreja, razão pela qual as (Arqui)Dioceses devem investir nesta atividade seu melhor esforço e sua dedicação. Nossa Arquidiocese, além do mais, precisa urgentemente aumentar o número de seus presbíteros para poder cumprir de modo adequado sua missão na grande cidade de São Paulo. Duplicar e, até mesmo, triplicar o número de sacerdotes será necessário".

Ainda segundo Dom Cláudio, "por estas razoes, procuramos renovar, ampliar e qualificar mais nossa Pastoral Vocacional, bem como oferecer, ao mesmo tempo, estruturas suficientes e adaptadas à formação dos vocacionados no seminário. Com certeza, será de grande ajuda aos formadores e formandos. Deverá constituir-se também num instrumento indispensável para a unidade da formação, realizada nas diversas etapas e casas de nosso Seminário Arquidiocesano".

Ao refletir sobre estas palavras, pode-se afirmar que o padre não vai ser um "funcionário" bem preparado numa paróquia. Ele terá, também, uma boa formação humana, além de outros requisitos. Essa formação, proporcionada aos futuros presbíteros, será nas seguintes dimensões: humano-afetiva, espiritual, pastoral etc.

Assim, o objetivo do SAV no processo de formação consiste em preparar o futuro presbítero para viver, no seguimento de Jesus Cristo, como os apóstolos, numa vida de doação (oblação) pessoal a serviço da Igreja, ensinando, santificando e guiando o Povo de Deus como colaborador, no espírito de comunhão e obediência, do ministério episcopal da Igreja local e de colegialidade e fraternidade com o seu presbitério.

Sobre o processo de formação do Presbítero

Quando um jovem, ou uma jovem, sente algum apelo vocacional, um chamado para dedicar sua vida em favor dos irmãos, correspondendo ao convite que Jesus faz com o seu "Vem e Segue-me", o Serviço de Animação Vocacional (SAV) está sempre pronto para caminhar junto a esses jovens.

Nesse caminho, percorremos juntos um Itinerário para definir melhor o chamado vocacional e preparar-se para entrar em nossos seminários e casas religiosas.

Hoje, estaremos falando do processo de formação dos presbíteros, ou seja, dos que são escolhidos por Deus para serem padres em São Paulo.

O Seminário Maior Imaculada Conceição, com mais de 150 anos de criação, conta com quatro unidades, ou seja, quatro Casas de Formação: o Seminário Propedêutico I - Nossa Senhora da Assunção; o Seminário Propedêutico II - Santo Antonio de Sant'Ana Galvão; o Seminário de Filosofia SantoCura D´Ars e, o Seminário de Teologia Bom Pastor.

Como podemos observar, a preparação para o ministério presbiteral (para ser padre) exige dos candidatos um estudo muito profundo. Esta afirmação é verdadeira. O padre não se prepara apenas para uma profissão liberal, mas para um sacerdócio que exige muitos conhecimentos. O estudo do padre vai muito além da formação acadêmica, dos estudos de filosofia e de teologia que, somados, são nove anos em duas faculdades diferentes.

Os futuros padres de nossa Arquidiocese, depois do acompanhamento vocacional e passar um ano nos seminários propedêuticos, estão preparados para os estudos acadêmicos na faculdade.

O primeiro curso acadêmico é feito em três anos no UNIFAI - Centro Universitário Assunção. É o curso de filosofia, cuja carga horária soma 3.000 horas, incluindo 400 horas de estágio supervisionado. Depois do curso de filosofia, que dá direito aos formandos ao registro de professor junto ao MEC - Ministério da Educação e Cultura, temos o curso de Teologia, que é feito na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, no Ipiranga.

O curso de teologia também é oferecido para religiosos, religiosas, diáconos permanentes e leigos em geral. O curso completo de teologia engloba 168 créditos, perfazendo um total de 2.688 h/a (horas aula). No final do curso, passam pelo exame de Universa (oferecido como seminário). Assim, como pode-se observar, durante o curso de filosofia, os seminaristas moram no seminário Santo Cura D'Ars, na Freguesia do Ó. Durante o curso de teologia, os seminaristas moram no Seminário Bom Pastor, no Ipiranga, com atividades na faculdade e na Casa de Formação

Como definir a vocação...

Vocação é palavra que frequentemente tem sido usada para rotular um chamado ao sacerdócio ou à vida consagrada. Contudo, vocação, em sentido mais amplo, simplesmente quer dizer "chamado" e, como tal, o termo não pode ser confinado ao sacerdócio ou à vida religiosa somente. Outros modos de vida são tão vocacionais quanto o sacerdotal ou religioso. Portanto, se vocação é "um chamado", devemos nos preocupar em dar atenção a isso, de modo que possamos conhecer o seu significado mais preciso.

Como pessoas, somos chamados pelo arranjo providencial das circunstâncias, pelas realidades da vida, pelas nossas próprias limitações e potenciais, pelo nosso momento histórico e pelas nossas próprias necessidades intelectuais e psicológicas.

Quando seguimos os ensinamentos dos padres e doutores da Igreja, quanto a este assunto, começamos a entender que a vocação encontra-se no arranjo providencial dos aspectos significativos da vida e pela graça que recebemos para fazer em face de tais situações. Assim, a origem da vocação está sempre no chamado divino. O processo de ouvir e passar pelo crivo do arranjo providencial dos aspectos significativos na vida pessoal, bem como a graça de buscar a verdade da situação individual e de determinar a resposta mais sincera ao amor de Deus é chamado "discernimento".

Para discernir o chamado de uma pessoa para o sacerdócio, para a vida religiosa ou para o ministério religioso, torna-se extremamente importante ter em mente que essa vocação específica é, primeiramente, um chamado para a dedicação da vida ao serviço de Deus. Como tal, é muito diferente da simples decisão de escolher uma carreira em particular. Não é simplesmente um chamado para fazer algo, embora isso possa ser parte da resposta.

O processo para discernir o chamado de uma pessoa é o esforço, tanto humano como divino, de escolher um estilo de vida que expresse melhor resposta com respeito ao amor e ao cuidado providencial de Deus. Esse processo nunca pode ser exercitado sozinho, visto que reclama pela interação de duas pessoas: a pessoa do vocacionado e a pessoa de Deus. Assim, o discernimento é algo inerente ao contexto do relacionamento pessoal com Deus.

Outro ponto importante no processo de discernimento vocacional é a oração. Estar sempre orante e na presença de Deus, é indispensável para um bom discernimento vocacional. Só assim, o vocacionado pode dar uma resposta a esse nosso Deus providente que o chama.

Assim, podemos afirmar que vocação é a resposta de um Deus providente a uma comunidade orante. Aqueles(as) que ouvem o chamado devem procurar discernir e responder para que estão sendo chamados(as).

Ser padre em São Paulo

Os jovens que nos procuram para conversar sobre a vontade de ser padre na Arquidiocese de São Paulo, passam por uma entrevista com o promotor vocacional que apresenta como o Serviço de Animação Vocacional (SAV) realiza, junto a eles, o processo para ajudá-los a perceber e definir-se, de fato, buscam dar uma resposta clara e consciente ao chamado divino.

Na Arquidiocese, temos um projeto de acompanhamento vocacional, com uma estrutura bem organizada para realizar, através de um Itinerário Vocacional, que proporciona tanto aos vocacionados e a nós Agentes de PV, os meios para definirmos uma vocação verdadeira.

Esse projeto é coordenado pelo bispo responsável pela PV, e tem as seguintes etapas: despertar, discernir, acompanhar e cultivar. Participam do processo o pároco do vocacionado, o promotor vocacional, o padre coordenador de PV de cada região episcopal, o reitor do seminário e outros padres, seminaristas, religiosos e leigos. São feitos diversos encontros vocacionais durante o ano e um retiro com os que perseveram no itinerário. Todo esse caminho é feito para ajudar os candidatos a discernir melhor sua vocação, pois, temos de ter muito cuidado e zelo com as vocações, para evitar futuros aborrecimentos ou escândalos.

Dom Cláudio Hummes, que agora é o Prefeito da Congregação para o Clero, em Roma, nos recomenda que a seleção dos candidatos à ordenação sacerdotal seja feita com bastante caridade e rigor.

Dom Odilo, nosso Cardeal Arcebispo, manifesta sua preocupação, diante dos desafios de uma Pastoral Urbana, com a carência de presbíteros para preencher as lacunas existentes em nossas comunidades. Para ele, além da carência, também se observa a falta de uma espiritualidade e pouca e real preocupação, tanto de padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas em geral, com as futuras vocações de especial consagração e de ordenações sacerdotais.

Faz-se necessário criar uma "cultura vocacional" em nossa Arquidiocese, incentivando e apoiando as iniciativas vocacionais e a oração pelas vocações em cada paróquia e comunidade. Uma dessas iniciativa são as Equipes Vocacionais Paroquiais, uma urgência, pois uma comunidade que reza pelas vocações, propicia o surgimento de vocações.

O que devo fazer para ser Diácono Permanente?

O primeiro passo é se informar sobre o Diaconato Permanente, lendo livros ou conversando com um zeloso sacerdote ou diácono permanente. Se tiver acesso à internet, entre no site: www.cnd.org.br. Depois, conversar com a esposa e ouvir a opinião dela a esse respeito; Se ela for favorável, peça que redija uma carta na qual ela declara dar todo o apoio à sua vocação diaconal.

Também é importante procurar o Pároco e conversar com ele. Solicite uma carta apresentando-o como Candidato ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de São Paulo. De posse dessas duas cartas, mais uma foto 3x4, marque uma entrevista com o representante da Escola Diaconal Arquidiocesana São José, no CVA - Centro Vocacional Arquidiocesano, no seguinte endereço: Rua Felipe de Oliveira, 36/6º andar, Sé/Centro, na saída do metrô Sé, ou pelo telefone (11) 3104-1795. Uma vez aprovado nessa entrevista, o candidato estará apto a iniciar o Curso Propedêutico (Curso de Admissão).