Reunião no Seminário Bom Pastor avalia missão de férias

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sexta-feira, 13 Julho 2012 - 13:13
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Redação

Na manhã de segunda-feira, 9, no Seminário Bom Pastor, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, os bispos auxiliares, padre Eduardo Vieira, chanceler da cúria metropolitana, padre Cícero Alves de França, reitor do seminário, padres que acolheram em suas paróquias a missão, agentes de pastoral onde foram realizadas a missão e os seminaristas se reuniram para avaliar a Missão de Férias realizada entre os dias 29 de junho a 8 de julho.

As histórias e experiências partilhadas foram as mais diversas. Os seminaristas que fizeram missão na Região Lapa, na Paróquia Santa Mônica, relataram, por exemplo, a dificuldade em que a paróquia se encontra a força dos paroquianos em continuar lutando para reerguer o templo.

Uma das paroquianas da Santa Mônica, que estava no auditório João Paulo 2º, do Seminário Bom Pastor, se emocionou ao agradecer a presença dos seminaristas em sua paróquia. Ela pediu desculpas ao padre Cristiano Souza por ter duvidado que a comunidade fosse capaz de acolher os seminaristas.

Nas paróquias Natividade do Senhor, Região Episcopal Santana; Santa Paulina, Região Episcopal Ipiranga; São José, Região Episcopal Brasilândia; e Nossa Senhora do Carmo, Região Episcopal Belém, as realidades foram muito parecidas, todas paróquias de periferia com duras situações de pobreza, violência e tráfico de drogas.

Segundo o seminarista Andrey Ogrodowski, do 3º ano de teologia, o que mais lhe chamou a atenção na comunidade em Heliópolis foi a “alegria dos jovens e a fé do povo no acolhimento, e na alegria da missão”.

Já na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Aclimação, região central da cidade, quem esperava encontrar uma situação de riqueza, o cenário foi outro. Os seminaristas se depararam com uma realidade de cortiços, com complicado acesso para a pregação da Palavra. O próprio bispo da Região Sé, dom Tarcísio Scaramussa, ressaltou que a realidade da região central da cidade é muito contrastante.

Também a realidade encontrada nos presídios trouxe questionamentos para os seminaristas. Os grupos que visitaram o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros e o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Franco da Rocha relataram a falta de “uma presença sacramental da Igreja”, nos locais visitados.

De acordo com Helvis Próspero de Souza, 1º ano de teologia, os seminaristas entravam às 9h no CPP e ficavam até às 16h, ali almoçavam e tomavam café com os detentos. “Para eles [os detentos] foi uma surpresa ver a presença da Igreja Católica e de futuros padres com eles”, contou Próspero.

Os bispos auxiliares comentaram sobre a surpresa que tiveram quando foram presidir a Eucaristia nos presídios. Dom Julio, bispo auxiliar na Região Lapa, destacou que mais uma vez percebeu não estar preparado para celebrar nessa realidade.

Já dom Tomé, bispo auxiliar na Região Ipiranga, ressaltou que não dormia há dois dias. O bispo ficou profundamente comovido e destacou que é hora de “usar o poder pastoral do báculo” para enviar padres que façam visitas e atenda à população carcerária.

Dom Odilo ressaltou a importância da missão e desejou que os jovens levassem as experiências vividas para dentro da sala de aula. O Cardeal destacou, ainda, como seria importante que os formadores, e também os professores, “sobretudo os da área pastoral”, estivessem na missão. Após a avaliação, todos participaram de uma celebração eucarística em ação de graças pela missão.