Paróquia Santa Teresinha celebra bodas de brilhante

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quinta-feira, 12 Julho 2012 - 15:15
Créditos: 
Redação

Para comemorar os 75 anos de fundação, a Paróquia Santa Teresinha, no bairro do Jaçanã, Região Episcopal Santana, realizará, até o dia da padroeira, 1º outubro, celebrações eucarísticas com variados temas.

De acordo com Mônica Ferreira, 45, foi criada uma comissão que está responsável por resgatar a história da comunidade, através de fotos e depoimentos dos paroquianos mais antigos. A jornalista, que está na comunidade há 20 anos, ressaltou que a ideia é “resgatar a história da comunidade para que os mais novos tomem conhecimento”.

Mônica disse ainda, que cada semana haverá um celebrante convidado para presidir a missa. “Na semana passada, por exemplo, veio o padre Abério Christie”, contou. Nesta segunda semana, o presidente da celebração foi o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano.

Durante a homilia, o Cardeal ressaltou a importância dos fiéis permanecerem firmes na fé e não buscarem religiões que prometem milagres instantâneos. Dom Odilo falou sobre a recente divulgação dos números do Censo 2010, em que há uma diminuição no numero de católicos. Para ele muitas soluções estão sendo apresentadas, mas a Igreja não deve parar de pregar a cruz de Cristo e os dez mandamentos.

Ao falar da padroeira da paróquia, o Cardeal ressaltou a fidelidade da Santa para com a Igreja e com Jesus; “Santa Teresinha se sentia uma filhinha muito amada de Deus”. Ele desejou que os fiéis pudessem “a exemplo dela, irradiar essa fé, essa alegria e transmitir isso para os jovens e para as crianças”. Ao terminar a homilia, dom Odilo ressaltou que a Igreja deve ser mais missionária e ir ao encontro daqueles que se afastaram, ou estão distantes.

Ao pedir aos fiéis que sejam mais evangelizadores, o Arcebispo lançou um desafio para a comunidade. “que tal, que nós católicos todos nos empenhemos no sentido de trazer mais um para a Igreja? Só mais um. Mais um por ano. Ao final do ano, seremos o dobro. Talvez esse mais um esteja dentro de casa, entre nossos parentes, na vizinhança ou um de nossos amigos”, disse o Cardeal.

Para o casal Francisco Miguel Elias e Sandra Maria Elias, o importante é que a comunidade se mantenha perseverante. “Se as pessoas, por qualquer coisa, desistirem ‘não gostei do padre’, ‘não gostei de fulano” isso vai esvaziando a igreja. Temos que perseverar sempre”, disse o casal que trabalha na paróquia há 18 anos.

No salão paroquial, um mural com dezenas de fotos resgata a história da comunidade que foi fundada pelos camilianos em 1937. De acordo com o cônego Laerte Vieira da Cunha, vigário paroquial, a história da comunidade é muita rica; ela já foi administrada pelos camilianos, missionários dos santos apóstolos e pelos padres seculares e o “povo é um povo muito dedicado, que tem orgulho da paróquia”.