Dom Antônio Gaspar comemora 50 anos de sacerdócio

Como tem feito regularmente aos domingos pela manhã, dom Antônio Gaspar, bispo emérito de Barretos (SP), presidiu missa na Paróquia Divino Espírito Santo, no bairro da Bela Vista, no dia 8. Porém, havia um motivo a mais para celebrar: os 50 anos de sacerdócio do bispo, que entre 1983 e 1989, foi auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, na então Região Santo Amaro, hoje diocese, e entre 1989 e 2000, esteve como auxiliar na Região Sé, antes de ser transferido para a Diocese de Barretos, onde permaneceu até 2008.
“Eu quero agradecer em nome da Arquidiocese de São Paulo por todos os serviços dedicados de dom Gaspar durante tantos anos na nossa Arquidiocese como membro do clero, depois como bispo auxiliar com todos os serviços que ele realizou em função da Arquidiocese de São Paulo e do povo de Deus. Que Deus lhe recompense, dom Gaspar”, expressou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, que presidiu o começo da missa, concelebrada por dom Edmilson Amador Caetano, bispo de Barretos; dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar na Região Sé; e os ex-bispos auxiliares da Arquidiocese, dom Fernando Penteado, emérito de Jacarezinho (PR); dom Angélico Sândalo Bernardino, emérito de Blumenau (SC); e dom Antônio Celso Queiroz, emérito de Catanduva (SP).
Na homilia, dom Fernando recordou a amizade iniciada com dom Gaspar ainda quando estavam no seminário, na década de 1950, e lembrou que o amigo se distinguia pela devoção a Nossa Senhora. Também apontou que o bispo sempre se preocupa com a felicidade de todos, seguindo o lema episcopal “para que todos sejam um”, e que mesmo com a visão debilitada, “dom Gaspar não desanima. Por maior dificuldade que possa sentir, esse desejo de ser instrumento de Deus onde estiver, como estiver, faz com que esteja sempre disposto”.
Após ter recebido homenagens dos paroquianos da igreja onde exerceu seu primeiro ano de sacerdócio como padre coadjutor, e ouvir uma mensagem congratulatória do papa Bento 16, dom Gaspar agradeceu o carinho de todos e externou sua fé diante da doença degenerativa da visão (degenerescência macular da idade) que tem lhe acometido nos últimos sete anos.
“Muitas vezes, eu peço a Nossa Senhora que me ajude a ver com os olhos da fé e com os olhos do corpo, no que for possível. Tudo acontece na nossa vida por uma questão de fé. Que todos vocês que podem ver com os dois olhos, com os olhos da fé e os do corpo, agradeçam a Deus. Eu, por enquanto, estou vendo muito mais com os olhos da fé para poder ver também com os olhos do corpo”.
Sobre as emoções vividas durante a missa, dom Gaspar comentou ao O SÃO PAULO que “foi um dia de muita alegria, de muita partilha de vida. Fico muito feliz de estar aqui hoje celebrando. ‘Estou feliz, Senhor, porque tu vais comigo, vamos lado a lado, és meu melhor amigo’. É uma música que se cantava no meu tempo de jovem e que diz bastante tudo aquilo que estou sentindo hoje”.
No dia 27, às 19h, na Catedral de Barretos, a diocese realizará missa pelos 50 anos do bispo emérito. “Ele é recordado por seu senso de organização. Uma das maiores heranças que eu recebi dele, além do povo e do trabalho de evangelização, foi a administração da diocese. Ele procurou organizar todas as coisas, para que a evangelização não se perdesse com coisas mal administradas. Ele tinha também preocupação com as vocações e o protagonismo dos leigos”, comentou, à reportagem, dom Edmilson.






