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Papa presenteia São Paulo com um novo pastor

 

Na longa lista de pastores da Arquidiocese de São Paulo, o papa Bento 16 acaba de acrescentar o nome de mais um. Na quarta-feira passada, 27 de junho, ele nomeou bispo auxiliar de São Paulo, o padre Sérgio de Deus, do clero da Diocese de Cornélio Procópio (PR). O povo de Deus em São Paulo esperava essa nomeação desde que dom Joaquim Justino Carreira foi designado para a vizinha Diocese de Guarulhos.

A cidade de São Paulo é imensa no número de habitantes e no número de desafios que ela põe à missão evangelizadora da Igreja. Cada um de seus sete arcebispos, tocado pela realidade da metrópole, marcou seu ofício de pastor com uma característica própria.

Dom Duarte Leopoldo e Silva criou estruturas físicas e pastorais que perduram até hoje. Coube a ele iniciar a construção da nova e grandiosa Catedral da Sé, que é motivo de santo orgulho para todos nós católicos.

Dom José Gaspar de Affonseca e Silva recebeu de Deus a missão de organizar um congresso eucarístico e o fez com sabedoria, amor e entusiasmo. As imagens do povo de Deus em piedosa adoração ao Santíssimo Sacramento nos comovem ainda hoje.

Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta entendeu que cada bairro da grande cidade deveria ter sua paróquia. E o seu amor por Nossa Senhora Aparecida o levou a iniciar a construção do grande Santuário Nacional em Aparecida.

Dom Agnelo Rossi criou as regiões episcopais, colocando em cada uma delas vigários episcopais e mais tarde bispos auxiliares, aproximando assim pastores e rebanho.

Dom Paulo Evaristo Arns multiplicou centros comunitários que foram embriões de muitas comunidades e paróquias, onde o povo de Deus se encontra, celebra sua fé e se reúne em movimentos, associações e pastorais.

Dom Cláudio Hummes convidou todo o povo de Deus em São Paulo a acolher, amar e testemunhar Jesus Cristo; ele revisitou a cidade para intensificar nela a presença da Igreja.

E dom Odilo Pedro Scherer fez os leigos assumirem a missão e quer que cada paróquia seja aquilo que ela tem como característica fundamental: ser comunidade de comunidades.

Em plena sintonia e harmonia, vários bispos auxiliares participaram da evangelização da cidade e hoje pastoreiam dioceses e arquidioceses. Que seja bem-vindo, o novo bispo auxiliar de São Paulo. Que ele se sinta feliz entre nós e nos ajude na missão de tornar essa grande cidade dos homens numa cidade de Deus.

Pedro e Paulo brilham no coração de todos os crentes

Na sexta-feira, 29 de junho, no final da santa missa da solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo, concelebrada na Basílica Vaticana com os 43 arcebispos metropolitanos que receberam o pálio, na qual participou uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, o Papa apareceu na janela do seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano e dirigiu a oração do Ângelus com os fiéis e peregrinos reunidos na praça de São Pedro. Abaixo a íntegra da reflexão do Papa.

Queridos irmãos e irmãs:

 

Celebramos com alegria a solenidade litúrgica dos santos Pedro e Paulo, uma festa que acompanha a história bimilenária do povo cristão. Eles são chamados colunas da Igreja nascente. Testemunhas ilustres da fé, dilataram o Reino de Deus com os seus vários dons e, seguindo o exemplo do divino mestre, selaram com sangue a sua pregação evangélica. Seu martírio é sinal de unidade da Igreja, como diz Santo Agostinho: “Um único dia é dedicado à celebração dos dois apóstolos. Mas também eles eram considerados uma só coisa. Ainda que martirizados em dias diferentes, eram uma só coisa. Pedro antecipou, Paulo seguiu” (Sermão 295, 8: PL 38, 1352).

Do sacrifício de Pedro são um sinal eloquente a Basílica Vaticana e esta praça, tão importantes para o cristianismo. Também do martírio de Paulo ficam marcas significativas em nossa cidade, especialmente na basílica dedicada a ele na Via Ostiense. Roma tem escrito na sua história os sinais da vida e da morte gloriosa do humilde pescador da Galiléia e do Apóstolo dos Gentios, que justamente elegeu como protetores. Fazendo menção ao seu luminoso testemunho, lembramos o início da Igreja que em Roma crê, ora e anuncia o Cristo Redentor. Mas os santos Pedro e Paulo brilham não somente no céu de Roma, mas no coração de todos os crentes que, iluminados pelo seu ensinamento e seu exemplo, em todo o mundo caminham pelo caminho da fé, da esperança e da caridade.

Nesse caminho de salvação, a comunidade cristã, sustentada pela presença do Espírito do Deus vivo, sente-se animada a continuar forte e serena no caminho da fidelidade a Cristo e à proclamação do seu Evangelho aos homens de todos os tempos. Nesse fecundo itinerário espiritual e missionário, encontra-se também a entrega do pálio aos arcebispos metropolitanos, que realizei nesta manhã na basílica. Um rito sempre eloquente, que destaca a íntima comunhão dos pastores com o sucessor de Pedro e o profundo vínculo que nos liga à tradição apostólica. É um tesouro duplo de santidade, no qual se fundem a unidade e a catolicidade da Igreja: um tesouro valioso que deve ser redescoberto e vivido com renovado entusiasmo e compromisso inabalável.

Queridos peregrinos, vindos de todas as partes do mundo! Neste dia de festa, oramos com as expressões da liturgia oriental: “Louvados sejam Pedro e Paulo, estas duas grandes luminárias da Igreja; eles brilham no céu da fé”. Nesse clima, desejo dirigir um pensamento especial à delegação do Patriarcado de Constantinopla que, como a cada ano, veio participar nas nossas tradicionais celebrações. A Virgem Santa conduza todos os crentes em Cristo à meta da plena unidade!

A missa é rezada da mesma forma, em todo o mundo?

 

Cláudia Regina, você já imaginou se em cada lugar do mundo se celebrasse a santa missa de um jeito? Ficaria difícil para nós católicos identificarmos se de fato aquela celebração e aquelas pessoas que participam dela são católicos ou não, não é mesmo? Por isso, a nossa amada Igreja Católica Apostólica Romana tem a mesma liturgia para todo o mundo. A mesma missa, os mesmos ritos, os mesmos textos bíblicos que se celebram em Roma se celebram em cada país. A única diferença, é claro, é a língua daquele país.

É por essa razão, Cláudia, que peca contra a unidade da Igreja o padre que celebra inventando ritos, mudando a ordem das coisas, criando orações que não aquelas previstas.

Muitas vezes, Cláudia Regina, acontece do nosso povo dizer que a missa deste ou daquele padre é mais bonita. Se o povo disser isso porque o padre é mais piedoso, porque o padre tem uma boa dicção, porque o padre tem um jeito especial de orar e refletir a Palavra de Deus, maravilha! Mas se o povo disser isso porque o padre banca o ator, foge do rito ou inventa coisas, esse padre, por mais boa vontade que demonstre, está pecando contra a unidade da Igreja.

É emocionante pensar, então, Cláudia Regina, que a mesma missa de que você participa em sua paróquia está sendo celebrada nos quatro cantos do mundo. É por isso que nós chamamos nossa Igreja de Una, Santa, Católica e Apostólica. Fique com Deus, minha querida irmã. Que Deus abençoe você e sua família.

Transmitir a fé

 

No próximo mês de outubro, em Roma, será celebrada a 13ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema: “Nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Participarão representantes escolhidos por todas as conferências episcopais do mundo, além de convidados, entre presbíteros, leigos, religiosos, diáconos e outros grupos e organizações eclesiais. O Papa, que convoca e preside ao Sínodo, receberá, depois, o fruto dos trabalhos sinodais e, como de costume, fará uma exortação apostólica pós-sinodal sobre o tema tratado.

A assembleia do Sínodo irá de 7 a 28 de outubro; durante a sua realização, será feita a abertura do cinquentenário do Concílio Vaticano 2º e do vigésimo aniversário do Catecismo da Igreja Católica; e o Papa abrirá a celebração do Ano da Fé, que se estenderá até novembro de 2013. Além disso, no Domingo das Missões, dia 21 de outubro, serão canonizados sete novos santos, vários dos quais foram grandes missionários. Todos esses eventos estão relacionados entre si e nos fazem compreender melhor a importância e o alcance do tema escolhido para o próximo Sínodo.

A missão principal da Igreja é o anúncio do Evangelho; não como mensagem estranha a nós, que poderíamos proclamar mesmo sem que ela nada significasse para nossa vida pessoal. Anunciamos a Palavra da Vida, na qual cremos firmemente; cremos e, por isso, proclamamos e testemunhamos. Eis porque será comemorado o Ano da Fé: para nós reafirmarmos naquilo que a Igreja recebeu dos apóstolos e transmitiu fielmente até hoje; no Batismo, recebemos a fé da Igreja como um dom: “esta é a fé da Igreja, que alegremente professamos, razão da nossa esperança em Cristo Jesus, Nosso Senhor”. Infelizmente, ao longo da vida, nem sempre tornamos “nossa” essa fé da Igreja, mediante um ato de fé pessoal e consciente.

O papa João 23, ao convocar o Concílio Ecumênico Vaticano 2º, quis que o primeiro objetivo desse Concílio fosse aprofundar e renovar a fé da Igreja Católica; não pensava na revisão das verdades da fé, nem na proclamação de novas verdades, mas numa tomada de consciência renovada e na proclamação generosa da fé dentro da cultura mudada do nosso tempo. É bem a isso nos está convocando agora o papa Bento 16, com o Ano da Fé; e nos indica a retomada do Concílio, como grande referência para a fé da Igreja e nossa vida cristã pessoal e comunitária. Onde encontrar a explicação autêntica e oficial da nossa fé? Muitos livros e textos poderiam ser úteis, mas o livro da explicação oficial da fé e da vida cristã e eclesial é o Catecismo da Igreja Católica. Eis porque o devemos retomar e estudar com carinho e desejo de aprender, comungando na mesma fé da Igreja.

A transmissão da fé é a questão prioritária nessa mudança de época; a próxima geração vai crer e continuar a cultivar a vida eclesial se nós, agora, lhe passarmos o patrimônio da herança apostólica e de tradição viva da Igreja; por isso, a primeira coisa necessária é a renovação da nossa própria profissão de fé; em seguida, vem a transmissão da fé à nova geração, de muitos modos: pelo casamento religioso e a constituição de famílias cristãs; pelo Batismo dos filhos e sua introdução na vida cristã e eclesial; pela ação missionária, feita de muitos modos, mas sem deixar de lado o testemunho coerente e o anúncio explícito da fé às pessoas do nosso tempo e de nosso convívio. Transmitir a fé, portanto, empenha a todos os membros da Igreja e nos desafia a sermos discípulos missionários de Jesus Cristo de forma corajosa e generosa, não obstante às dificuldades próprias do nosso tempo. Deus não deixará de fazer produzir frutos a todo esse esforço.